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domingo, 9 de março de 2014

Praias do Capibaribe fez recifenses 'andarem' sobre o rio

Projeto instalou uma bola gigante de plástico e público pôde "caminhar sobre as águas"


09/03/2014 20:39 - Raquelle Wacemberg, da Folha de Pernambuco
Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
"É um incentivo para que as pessoas ‘entrem’ no rio" explica um dos idealizados do projeto
Quem passou pelo bairro Parnamirim, Zona Norte do Recife, em frente ao Museu Murillo La Grecca, na tarde deste domingo (9), percebeu uma movimentação diferente no local. O projeto "Praias do Capibaribe", realizou a 17ª edição da ação, que tem o objetivo de mostrar à sociedade a importância da revitalização do rio Capibaribe. Uma bola gigante de plástico, um píer flutuante e uma piscina improvisada estavam entre as atividades oferecidas ao público.


De acordo com um dos idealizadores do projeto, o arquiteto Julien Ineichen, a ideia surgiu a partir de uma vontade que ele tinha de nadar no rio. “O Brasil é um País tropical, logo, temos que ter opções de lazer, já que nem a água da praia é 100% limpa”, argumentou. Ainda segundo Ineichen, ao entrar na bola e na piscina, as pessoas terão contato direto com o rio, sem ser prejudicado pela poluição. “É um incentivo para que as pessoas ‘entrem’ no rio sem se molhar”, finalizou.
A representante comercial, Luana Sinimbu, de 27 anos, acredita que a população tem que começar a introduzir manifestos como esses para chamar a atenção das autoridades. “A gente pensa que não, mas o que aconteceu hoje dá uma visibilidade muito grande para os governantes começarem a agir”, disse. O filho dela, o pequeno José Ernesto, 6, não hesitou e entrou na piscina. “Temos que começar a introduzir essa ideia dentro de casa. Nossos filhos são o futuro desta cidade, então, temos que conscientizá-los a partir de agora”, disse.
O rio Capibaribe, que sofre com abandono e poluição, é uma paisagem marcante na cidade do Recife. Para a advogada Alba Santos, 53, é uma oportunidade de resgatar o que está esquecido. “Muita gente não percebe a riqueza que o rio tem. O projeto está mais que apoiado por mim. Tem que conectar o cidadão com esse patrimônio”, afirmou.
O primeiro a entrar na bola de plástico foi o estudante Zaca Arruda, 25. “É uma mistura de malhação, pilates e sauna. Experiência única de poder andar sobre as águas. Me senti Jesus. A barba até cresceu”, brincou Arruda. O músico Alexandre Barreto, 33, esperou sua vez e também encarou a brincadeira. “Isso é inédito e, acredito eu, que seja o sonho de todo mundo. Ideia genial”, declarou.

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