Comunidade fica no Rio São Francisco, a cerca de 15 quilômetros de Petrolina
Publicado em 15/03/2014, às 14h01
Emanuel Andrade
Especial para o JC

Fotos: Edlane Ferreira/Divulgação
PETROLINA – Educadores, estudantes, pescadores, donas de casa e integrantes de grupos artísticos da Ilha do Massangano – a 15 quilômetros de Petrolina, no Sertão – são o público alvo de um projeto socioeducativo que busca estimular as vivências e experiências culturais dos ilhéus. Batizado de Pertencer – Eu vim da ilha, o projeto foi aprovado ano passado no Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e será realizado ao longo deste primeiro semestre na ilha.
Em pelo menos seis encontros que se estenderão nos próximos cinco meses, a comunidade participará de debates organizados com temas sobre diversidade, valores étnicos, cinema, pluralidade sociocultural e práticas docentes. Ainda na programação estão agendadas palestras, oficinas, sessões de cinema e mostras de literatura e musica, com o objetivo de retratar os valores, as manifestações religiosas e culturais, como as tradicionais trezena de Santo Antônio, Roda de São Gonçalo, Festa de Reis, Penitentes e Samba de Veio.
De acordo com os coordenadores do projeto, o jornalista Jota Menezes e a educadora Joelma Reis, as ações do Pertencer são multidisciplinares. “A partir dessas reflexões, a comunidade estará reafirmando e multiplicando o sentimento de pertença e de preservação do legado sociocultural da Ilha do Massangano”, observa Menezes.
No campo pedagógico, segundo Joelma, que é mestre em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental, o projeto tem ainda o desafio auxiliar os estudantes no processo de aprendizagem através de oficinas que vão contribuir para o letramento como instrumento de desenvolvimento crítico, social e cultural. “A final está previsto para o mês de julho e se dará com uma apresentação de literatura e musical, além da edição de um jornal impresso feito na coletividade e que se chamará de A Ilha”, destaca Joelma.
No primeiro encontro realizado na semana passada, o antropólogo e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Juracy Marques, ministrou uma palestra abordando aspectos socioculturais em torno do Rio São Francisco e comunidades ribeirinhas.
O público ainda participou de uma oficina sobre os nomes e origens dos alimentos, relacionando-os com a língua portuguesa e os costumes dos povos que formaram a população brasileira e da culinária local.
A próxima etapa ocorrerá nesta segunda-feira, com novas palestras sobre memória e oficina de produções musicais e poéticas.
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