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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Primeira resposta sobre avião da Noar

Dois anos após queda da aeronave, encerra espera dos 16 familiares das vítimas


19/07/2013 06:39 - Renata Coutinho, Folha de Pernambuco
Arthur Mota/Arquivo Folha
Let 410 caiu no dia 13 de julho de 2011
 Depois de dois anos, hoje será dada a primeira posição oficial sobre o que levou o avião modelo LET 410, da Noar Linhas Aéreas, a cair minutos depois da decolagem no Aeroporto do Recife. O Hotel Mar Olinda Cult, na Zona Sul, receberá os familiares das 16 vítimas do acidente, a partir das 9h, para a divulgação do relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Este laudo encerra uma das etapas da espera dos familiares por fatores que justifiquem a tragédia, mas a expectativa da investigação criminal deve se prolongar, já que a Polícia Federal (PF) ainda não tem prazo para a conclusão do inquérito.
A dentista Taciana Guerra, mãe de Raul Farias, 24 anos, morto no acidente aéreo, informou quem nem mesmo para os parentes o Cenipa antecipou alguma conclusão do laudo. “Tudo ainda é um caixa de segredos. Já fico imaginando o que vão dizer”, comentou sobre as horas que antecedem a revelação final. Para ela, o documento do Centro de Investigação é importante, mas a luta por Justiça só se encerrará com as conclusões criminais da PF. Quem está à frente do inquérito é o delegado Antonio de Pádua. As peças que compõe o inquérito já somam cinco volumes, e incluem provas periciais, mais de 20 depoimentos, além de diligências aos Estados Unidos (EUA) e República Tcheca, onde estão o fabricante da aeronave e do motor respectivamente. “Os autos do inquérito estão na Justiça Federal desde março, aguardando autorização para novas diligências nos EUA e República Tcheca. À medida que surgem novas informações surgem novas dúvidas”, contou.
O delegado revelou que em uma das visitas técnicas aos Estados Unidos, o Cenipa também os acompanhou. Questionado se o laudo do Centro pode antecipar algo da investigação criminal, Pádua foi evasivo. “Não necessariamente. Pode haver conclusões distintas”, frisou. O relatório que será apresentado hoje entrará como peça informativa no inquérito da Polícia Federal, já que a polícia também está elaborando um laudo próprio.

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