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terça-feira, 23 de maio de 2017

Reforma trabalhista: Relator recua e anuncia relatório para esta terça

22 de Maio de 2017 - 18h17 

Ricardo Ferraço (PSDB-ES) acumula duas relatorias da reforma trabalhista no Senado: Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Ele, que havia suspendido o trâmite da reforma na semana passada, não aguentou a pressão do mercado e do presidente ilegítimo Michel Temer. O senador anunciou nesta segunda-feira (22) que apresenta o relatório nesta terça-feira (23) e a votação deve ocorrer em uma semana.


Foto: Gerdan Wesley
Ferraço (à esquerda) e Aécio Neves, flagrado nas gravações pedindo dinheiro ao executivo da JBSFerraço (à esquerda) e Aécio Neves, flagrado nas gravações pedindo dinheiro ao executivo da JBS
"Uma coisa é a dramática crise institucional que vive o governo brasileiro. Uma coisa de fato sem precedentes, muito complexa. Mas não podemos misturar a crise institucional com o nosso dever. Nosso compromisso é com o país. Esse é o debate que se iniciou a meses no Congresso e amanhã estaremos dando o primeiro passo com a leitura do relatório da reforma trabalhista”, disse Ferraço.

Aparentemente enquadrado pelo PSDB e pelo mercado, o partido das reformas ao lado do DEM, Ferraço voltou atrás na declaração da semana passada em que dizia que era preciso resolver a crise institucional antes de dar continuidade às reformas.

Pressão dos trabalhadores

Para João Paulo Ribeiro (JP), dirigente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o único caminho para barrar as reformas é a pressão dos trabalhadores.

Segundo ele, a escolha de Ricardo Ferraço para duas comissões foi uma forma de encurralar o movimento anti-reformas. “O empresariado sentiu que o processo teria que ser feito imediatamente, sem debate e com maior investimento em contrapropaganda. Os partidos responsáveis por conduzir as reformas neoliberais são o DEM e o PSDB. O Rodrigo Maia, pelo que soubemos anda aqui pelos bastidores, tratando de uma possível eleição indireta”, reafirmou.

João Paulo enfatizou ainda o papel das centrais sindicais na denúncia do governo ilegítimo e na reivindicação pela retirada das reformas da Previdência e Trabalhista da pauta do Congresso. “Antes pedíamos que o congresso deveria debater, não passar o trator. Hoje temos certeza que a política é para destruir direitos”.

O dirigente da CTB complementou: "Quem dá as ordem é o capital econômico, e não a vontade dos trabalhadores e da sociedade em geral".

Agenda cada vez mais unificada

Na opinião de João, a nota assinada pelas principais centrais sindicais reflete “justeza e serenidade política que o momento exige e de fato está transmitindo o que o trabalhador quer de fato. Não estamos partidarizando nossas centrais, estamos em sintonia, o povo está cansado. O povo colocou e o povo pode tirar”, disse.

Neste domingo (21) a Força Sindical participou das manifestações pelo Brasil que pediam a renúncia do presidente ilegítimo Michel Temer além de eleições diretas já para presidente. Alguns militantes da entidade também levaram faixas com a inscrição Fora Temer e contra as reformas da Previdência Social e Trabalhista.

As centrais sempre defenderam o amplo debate em torno dos projetos de reformas mas agora exigem a retirada dos temas da pauta. A nota afirma que as reformas expressam a tentativa de jogar nas costas dos trabalhadores o custo da crise vivida pelo Brasil.



Do Portal Vermelho com informações de O Globo

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