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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

POLÍTICA Heraldo vai comandar “orçamento de Jaboatão”

Publicado por Gilberto Prazeres

Vice-prefeito de Jaboatão vai gerir um dos maiores orçamentos específicos da PCR (Foto:Divulgação)














Causou uma estranheza geral o convite realizado pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), ao seu correligionário e vice-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Heraldo Selva, para comandar a Empresa de Urbanização do Recife (URB). E logo que a notícia foi oficializada surgiram as especulações de que há um estremecimento na relação entre Selva e o prefeito Elias Gomes (PSDB). Porém, haveria uma outra explicação, digamos, bem plausível para o fato. O orçamento da estatal recifense é similar à toda soma dos recursos da gestão jaboatonense. Algo que beira R$ 1 bilhão. Ou seja, Heraldo vai comandar um “orçamento de Jaboatão” dentro da capital pernambucana.
A URB é atualmente a empresa responsável por tudo o que é manutenção no Recife. A estrutura está à frente desde a limpeza das vias públicas até a conservação de equipamentos de lazer. Contudo, é provável que muitas das atribuições da estatal sejam dividas com outros setores da gestão recifense. A Secretaria de Turismo, por exemplo, deverá assumir o comando de alguns parques com potencial turístico, até mesmo para dar um tratamento diferenciado ao aparelho. E esse modelo pode ser repetido em outros segmentos da administração.
Mas, mesmo assim, a URB seguirá mantenedora do maior orçamento entre as empresas da Prefeitura do Recife. A ida de Heraldo Selva para lá também reforça a ideia de que o prefeito Geraldo Julio quer promover uma mudança completa na estrutura, modernizando-o. Sobretudo porque a estatal será responsável por realizar a transformação prometida pelo socialista na cara da cidade, com as vias públicas mais limpas e bem cuidadas.
Outro ponto que merece destaque na convocação de Heraldo Selva para a gestão do Recife é o fato de o PSB ter ampliado demais seus espaços nos municípios e não possuir o número de quadros necessários para o ocupar todo esse novo campo. O que é considerado prioridade, como a administração de um orçamento tão largo e condução de uma área tão estratégia como a manutenção da capital pernambucana, precisava de alguém da confiança de Geraldo e do governador Eduardo Campos. Heraldo se encaixou no perfil e a missão foi dada, independente do espaço que lhe cabia em Jaboatão.

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