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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

POLÍTICA A aposta de Eduardo Campos no discurso econômico


Aumento da capacidade de investimento pode ser utilizada pelo governador como exemplo de ousadia (Foto: Elza Fiúza/ABr)
A promessa do governador Eduardo Campos (PSB) de ampliar a capacidade de investimento do Estado em 17,7%, neste ano, tem, talvez, maior simbolismo do que muitas ações – com caráter reconhecidamente mais político – que ele possa realizar ao longo do período. A decisão do socialista implica na realização de um grande esforço da administração estadual em colocar na prática um dos seus principais discursos nacionais. Há quase dois anos, Campos tem defendido a alternativa como a saída para o crescimento do País, deixando em segundo ou terceiro planos o modelo de fortalecimento do consumo interno. Estratégia que o Governo Federal vem apostando desde 2008.
Caso obtenha sucesso em sua empreitada, Eduardo vai poder dizer que a sua gestão é um modelo de ousadia que se encaixa com as necessidade econômicas do Brasil. Um discurso para o empresariado e para a classe média mais esclarecida? Sim, mas apenas no primeiro momento. Com a ampliação dos investimentos públicos, Campos vai tocar diretamente na maioria do eleitorado, com ações e obras que aproximam o governo da população mais carente.
Com a capacidade de investimento mais elevada, o Estado de Pernambuco vai, além de poder ampliar ou melhorar as estradas sob sua jurisdição e outras intervenções em infraestrutura, ter a possibilidade de entregar, por exemplo, mais escolas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Ou, pelo menos, deixa-las bem encaminhadas.
E a forma como esses recursos serão conquistados, com redução do custeio da máquina pública, é outro fator que deixa Eduardo bem na fita. Que sociedade não quer ouvir que o seu governo está cortando o chamado gasto ruim da administração pública? Essa cobrança vem sendo feita pela oposição e por setores sociais desde o primeiro governo do ex-presidente Lula (PT), em 2003.
O governador não quis politizar, neste primeiro momento, essa medida. Mas, dependendo dos resultados que a política econômica da presidente Dilma Rousseff (PT) venha obter em 2013, Eduardo tem a faca e o queijo na mão para se apresentar como opção que realiza as ações que o País precisa manter os bons índices de empregabilidade de hoje e a sensação geral de conforto econômico.

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