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domingo, 5 de maio de 2013

Folha de Pernambuco Domingo Recife, 5 de Maio de 2013 pagina 3 Politica


Foto de   Valmi  Ferreira 
Delegados do  OP inseguros  com  futuro  do Projeto

Menina  dos  olhos  dos  12 anos  da gestão petista, o programa  do  Orçamento  Participativo  ainda é alvo  de discussão  na administração  do  prefeito  Geraldo  Julio  (PSB ),sobre  o formato  que o modelo  deverá adotar pela  administração  socialista. Enquanto isso, para os  1.242 delegados  empossados  pelo ex-prefeito João  da  Costa ( PT ),nos últimos  dias  da gestão, e eleitos  pela sua comunidade  para representa-los, a situação  ainda é de insegurança.  Cobrados pelos vizinhos  sobre  o  encaminhamento das obras  que já foram  aprovadas  e  o futuro  do programa,  os lideres  comunitários  estão  desacreditados  diante  do  seu  bairro  esperam  uma  resposta  da  equipe  do gestor. A  principal queixa  é que, apesar  de terem  sido  empossados,  eles  ainda  não   foram  chamados  para  participar  da  discussão  sobre  o  futuro  do  projeto.  ``Qual  a  posição  do  prefeito, Temos várias  pendências  do governo anterior  e a gente  não sebe  o que  se  passa na  cabeça  de  Geraldo Julio,,  desabafou  o  delegado  de  Jardim  São  Paulo Valmi  Ferreira . Com  um  panfleto  do  Orçamento  Participativo da  administração  anterior  nas  mãos, ele  mostra  as obras  que  a  população  aprovou  nas  plenárias  do  programa  e  que  até  agora  não  foram  tirados  do  papel. É o  caso da  recuperação  e requalificação  do  canal  Guarulhos, aprovada  em 2003, orçada em  R$ 95,3 milhões  e   que  canta com  verba  do Governo  Federal.  A matéria  da assinatura  da   ordem  de  serviço, assinada  pelo  ex-prefeito  João  da  Costa  ( PT ), está  guardada  pelo  líder  comunitário até hoje  com a  frustração de  não vê-la ser  tirada  do  papel. A  benfeitoria  permanece  parada  e  incompleta, enquanto  a  população anseia  que  a   nova  gestão  retome  as   obras. A pavimentação  das  ruas Sonolópoles  e   Brilhante  também não foi realizada.  As pendências  deixadas  pela  administração  anterior  são  a  principal  preocupação  do delegado  do  Alto do Pascoal, Marcos  Antônio  da  Silva, mais conhecido  por Marcos  Delegado.  Para  ele, Geraldo Julio deve, primeiramente, tirar  do  papel as obras  que  foram aprovadas  nos  12 anos  de  plenárias. Eleita  como  exemplo  a  construção  das  barragens  da  Lage  do  Uma ( aprovada  em  2002  ) e  de  um  centro  comunitário  no  bairro. Segundo  ele,  das últimas dez  benfeitorias   aprovadas  pela  comunidade pro  meio  do  programa,  nenhuma  foi  realizada. O descontentamento  com  o formato  é  tamanho  que  ele  pensa  em  não  participar  das   próximas  rodadas  do  OP.  “ Não quero  voltar  para  ficar  só  enxugando  o  gelo’’ , disse. A declaração   de  Geraldo  Julio  de  que  estaria revendo  o  que  faria  com  obras  herdadas  da   administração  anterior  causou  desconforto   nos  delegados. “ É estranho  que na campanha  ele  tenha  dito  que ia  manter  e  até  agora  nada. Estamos  na  metade  do  mandato  ( de  delegado do  OP ) e não  sabemos  de nada O pessoal  está apreensivo    sobre   o  rumo    que  o programa  irá tomar  e  as  obras  que  foram deixadas.  A insegurança  é muito  grande’’, destacou o delegado  de   Igualdade  Racial, Ricardo  Herculano. A liderança   defende  a manutenção  do projeto, porque ele permite  que a população discuta as suas    prioridades  e  não  fique  apenas de pendendo  de  apadrinhamento  politico . O delegado  temático  de  Cultura  Erasmo  Souza relata  que muitos representantes  do  programa  estão  sendo maleáveis  no inicio  da  gestão, “ Estamos aguardando , dando um tempo por que ele  chegou  agora. Mas  quando  passar  o  São  João, vamos  botar para  moer. Eles  não podem tirar isso  da  gente  da   noite  para  o dia.  Isso é uma  conquista  do  povo’’ , defendeu.

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