Foto de Valmi Ferreira
Delegados
do OP inseguros com
futuro do Projeto
Menina dos
olhos dos 12 anos
da gestão petista, o programa
do Orçamento Participativo
ainda é alvo de discussão na administração do
prefeito Geraldo Julio
(PSB ),sobre o formato que o modelo
deverá adotar pela administração socialista. Enquanto isso, para os 1.242 delegados empossados
pelo ex-prefeito João da Costa ( PT ),nos últimos dias
da gestão, e eleitos pela sua
comunidade para representa-los, a
situação ainda é de insegurança. Cobrados pelos vizinhos sobre
o encaminhamento das obras que já foram aprovadas
e o futuro do programa,
os lideres comunitários estão
desacreditados diante do seu bairro
esperam uma resposta
da equipe do gestor. A
principal queixa é que, apesar de terem
sido empossados, eles
ainda não foram
chamados para participar
da discussão sobre
o futuro do
projeto. ``Qual a
posição do prefeito, Temos várias pendências
do governo anterior e a
gente não sebe o que
se passa na cabeça
de Geraldo Julio,, desabafou
o delegado de
Jardim São Paulo Valmi
Ferreira . Com um panfleto
do Orçamento Participativo da administração
anterior nas mãos, ele
mostra as obras que
a população aprovou
nas plenárias do
programa e que até agora
não foram tirados
do papel. É o caso da
recuperação e requalificação do canal Guarulhos, aprovada em 2003, orçada em R$ 95,3 milhões e que canta com
verba do Governo Federal.
A matéria da assinatura da
ordem de serviço, assinada pelo
ex-prefeito João da
Costa ( PT ), está guardada
pelo líder comunitário até hoje com a
frustração de não vê-la ser tirada
do papel. A benfeitoria
permanece parada e
incompleta, enquanto a população anseia que
a nova gestão
retome as obras. A pavimentação das
ruas Sonolópoles e Brilhante
também não foi realizada. As
pendências deixadas pela
administração anterior são
a principal preocupação
do delegado do Alto do Pascoal, Marcos Antônio
da Silva, mais conhecido por Marcos
Delegado. Para ele, Geraldo Julio deve, primeiramente,
tirar do
papel as obras que foram aprovadas nos 12
anos de
plenárias. Eleita como exemplo
a construção das
barragens da Lage
do Uma ( aprovada em
2002 ) e de um centro
comunitário no bairro. Segundo ele,
das últimas dez benfeitorias aprovadas
pela comunidade pro meio
do programa, nenhuma
foi realizada. O
descontentamento com o formato
é tamanho que
ele pensa em
não participar das
próximas rodadas do OP. “ Não quero
voltar para ficar
só enxugando o gelo’’
, disse. A declaração de Geraldo
Julio de que
estaria revendo o que
faria com obras
herdadas da administração anterior
causou desconforto nos
delegados. “ É estranho que na
campanha ele tenha
dito que ia manter
e até agora
nada. Estamos na metade
do mandato ( de
delegado do OP ) e não sabemos
de nada O pessoal está apreensivo sobre
o rumo que
o programa irá tomar e
as obras que
foram deixadas. A
insegurança é muito grande’’, destacou o delegado de Igualdade
Racial, Ricardo Herculano. A liderança defende
a manutenção do projeto, porque
ele permite que a população discuta as
suas prioridades
e não fique
apenas de pendendo de apadrinhamento politico . O delegado temático
de Cultura Erasmo
Souza relata que muitos
representantes do programa
estão sendo maleáveis no inicio
da gestão, “ Estamos aguardando ,
dando um tempo por que ele chegou agora. Mas
quando passar o
São João, vamos botar para
moer. Eles não podem tirar
isso da
gente da noite
para o dia. Isso é uma
conquista do povo’’ , defendeu.

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