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segunda-feira, 6 de maio de 2013

PARTIDOS PT: nova corrente, velhas brigas


Ex-prefeito João da Costa começa a organizar uma nova corrente partidária, mas já enfrenta resistência entre aliados

Publicado em 07/05/2013, às 00h32

Bruna Serra

João da Costa não esconde pretensão de disputar mandato federal em 2014  / JC Imagem

João da Costa não esconde pretensão de disputar mandato federal em 2014

JC Imagem

Passadas as especulações de que poderia trocar o PT pelo PSB do governador Eduardo Campos, o ex-prefeito João da Costa começa a organizar, sob seu comando, um novo coletivo (tendência) no partido. A articulação aponta para o recomeço de um duelo de forças partidárias.
A primeira reunião da futura ala – ainda sem nome definido - aconteceu há cerca de duas semanas, no Círculo Militar. No último sábado (4) aconteceu o segundo encontro, com aproximadamente 300 pessoas. A nova tendência, entretanto, já nasce com dissidências.
João da Costa reuniu, basicamente, integrantes do Orçamento Participativo (OP), criado por ele quando foi secretário na gestão João Paulo (PT), para discursar sobre suas pretensões ao criar a nova corrente. Na ocasião, o ex-prefeito afirmou que continua na vida partidária e que quer buscar amplo diálogo com a sociedade e os movimentos sociais. Passado o encontro, um manifesto foi lançado nas redes sociais reafirmando o direcionamento tirado das reuniões.
O ex-prefeito não esconde que tem pretensões de disputar o cargo de deputado federal em 2014. Junto com João da Costa estão na linha de frente de articulação da nova corrente o ex-secretário de Orçamento Participativo da PCR Augusto Miranda, os ex-assessores do prefeito Rodrigo Callou e Felipe Curi, bem como as ex-secretárias da Mulher Rejane Pereira e da Assistência Social Niedja Queiroz.
Indicado para o cargo de secretário de Habitação do Recife por João da Costa, Eduardo Granja – que militou nas prévias do PT (2012) em favor do ex-prefeito – avisou, porém, que não pretende fazer parte do grupo. Ele avalia que os coletivos petistas sofrem de fragilidade no diálogo com a sociedade. “Já deixei claro que aceito dialogar, mas que não tenho pré-disposição se a ideia for reproduzir a mesma metodologia adotada nos demais coletivos. Eu nunca fui favorável a esse tipo de modelo”, afirmou.
Granja disse que as correntes têm servido para fomentar as brigas internas e não têm contribuído para a reunificação partidária. “Tenho críticas a esse modelo porque ele serve muito mais para alimentar disputas internas do que para aproximar a sociedade do partido”, finalizou.

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