Data: 10 agosto 2013 - Hora: 13:59 - Por: Joaquim Pinheiro

Julio também denuncia a falta de condições de funcionamento do Posto de Saúde de Pirangi. Foto: Divulgação
Vereador no exercício do seu terceiro mandato, Júlio Protásio, anuncia uma movimentação popular no próximo dia 17 em protesto à decisão do secretário Municipal de Saúde, Cipriano Vasconcelos, de fechar o Posto de Saúde do Conjunto Jiqui, recentemente. A iniciativa do secretário, que o vereador considera “arbitrária”, causou a entrega do cargo de líder do prefeito Carlos Eduardo na Câmara Municipal de Natal. Com base político/eleitoral na Zona Sul e votado também nos bairros Pirangi, Nordeste e Jiqui, Júlio Protásio tem pautado sua atuação no legislativo municipal defendo a educação e melhorias para o setor de saúde dacapital.
Nesta entrevista ele fala também sobre sucessão estadual e o projeto político do seu partido, o PSB, para 2014. O vereador defende a união das oposições e considera “boa” uma chapa tendo Walter Alves como candidato a governador e Wilma de Faria para o Senado. Segue a entrevista:
O JORNAL DE HOJE – Quais as razões da sua saída da liderança do prefeito de Natal?
JÚLIO PROTÁSIO – Quero dizer que me senti útil e feliz porque consegui desempenhar a missão que era construir uma estabilidade e governabilidade para o Governo Municipal. Em todas as votações importantes e necessárias tivemos 21, 22 votos favoráveis aos projetos encaminhados pelo Poder Executivo. Mas, mesmo acreditando no sucesso da atual gestão, duas decisões administrativas do governo prejudicaram o desempenho do nosso mandato na minha base político/eleitoral. Uma foi o fechamento de forma arbitrária e sem dialogar com a comunidade de um posto de saúde no conjunto Jiqui que funcionava há 38 anos. Mesmo procurando o secretário Cipriano Vasconcelos, ele não se dispôs a ouvir os moradores. Outro motivo foi o anúncio do prefeito do fim do PROEDUC, prejudicando alunos oriundos da rede pública que tinham bolsa de 50 por cento.
JH – Está sendo preparada uma manifestação popular contra a decisão do secretário?
JP – No próximo dia 17 em frente ao posto da comunidade Jiqui, moradores ao lado de alguns vereadores e representantes de instituições como Clube de Mães, Conselho Comunitário sairão em passeata para denunciar e protestar a decisão arbitrária do secretário Municipal de Saúde, Cipriano Vasconcelos. Denunciar também a falta de condições de funcionamento do Posto de Saúde de Pirangi que passou a atender as duas comunidades. O objetivo é sensibilizar o prefeito Carlos Eduardo para não admitir o fechamento do Posto do Jiqui determinada pelo secretário.
JH – Qual sua avaliação sobre o funcionamento dos serviços essenciais nesses quase 8 meses da atual administração?
JP – Acredito que em 80 por cento dos casos. A educação, por exemplo, foi encontrada desmontada. O prefeito e a secretária Justina Iva estão fazendo um esforço muito grande para fazê-la funcionar na sua plenitude, colocando, inclusive os salários dos professores em dia. A situação do lixo foi regularizada e a pavimentação foi recuperada em 60 por cento. Na saúde é onde existe mais atraso, inclusive, foi onde o prefeito teve mais dificuldade para encontrar um nome qualificado para o cargo. Ao assumir, o secretário fez uma exigência de indicar os seus assessores e foi atendido, mas até agora não consequiu colocar o setor em funcionamento. Pelo contrário, Cipriano Vasconcelos tem fechados Postos de Saúde. O prefeito precisa intervir nessa situação, do contrário, o secretário vai se transformar numa Aparecida França.
JH – Que avaliação o senhor faz da equipe do prefeito de Natal?
JP – A equipe é boa. Foram repetidas algumas pessoas que fizeram um bom trabalho na primeira gestão do prefeito. Posso citar Raniere Barbosa, Dácio Galvão, Elequicina Santos, Virgínia Ferreira, Justina Iva e Heverton de Freitas. A equipe veio com vontade de servir à cidade, com raríssimas exceções.
JH – Sua opinião sobre as invasões ao prédio da Câmara Municipal…
JP – Vivenciamos uma crise nacional. Existe uma insatisfação popular com os ruins serviços prestados à população, principalmente nos setores de saúde e mobilidade urbana. Tem um indicativo de invasão das Câmara Municipais em função da reivindicação do passe livre. Em Natal, o presidente da Câmara Municipal, vereador Albert Dickson, atendeu as reivindicações do grupo retirando o projeto que ia para votação, portanto não há motivo para invasão. A Câmara reagiu pacificamente e agora está disciplinando a entrada. Como qualquer órgão público, agora existe mais cuidado com a segurança, não no sentido de impedir a entrada das pessoas, mas dialogando e tendo precauções.
JH – No seu entendimento, melhorou os debates com a entrada de vereadores jovens?
JP – Não tenho dúvidas. Essa legislatura tem trabalhado muito, inclusive melhorou a assiduidade. A Câmara ganhou também em transparência e engajamento nos debates, mas perdeu em celeridade em razão de ter aumentado o número de vereadores. Sem desmerecer o passado, essa legislatura é muito boa.
JH – Qual é o projeto do PSB para 2014?
JP – Renovar as bancadas, estadual e federal. Temos também o nome da presidenta do partido, Wilma de Faria que poderá ser candidata a deputada federal, senadora ou governadora. A vice-prefeita de Natal será muito importante para a eleição do próximo ano e tem que ser ouvida, como deve ser ouvido também, o prefeito Carlos Eduardo.
JH – Qual a aliança ideal para a oposição retomar o Poder Estadual?
JP – Primeiramente, a oposição, composta por vários partidos, como PDT de Carlos Eduardo, PSD de Robinson Faria, PSB de Wilma de Faria, PT de Fátima Bezerra e Fernando Mineiro, além de outros, a exemplo de PPS, PC do B, PRB e com a possível chegada do PMDB, têm que se unir e construir uma chapa que represente o anseio popular para colocar novamente o Rio Grande do Norte no caminho do desenvolvimento.
JH – Fala-se numa chapa tendo Walter Alves como candidato a governador e Wilma de Faria para o Senado…
JP – Walter Alves representa renovação. O deputado é preparado e trabalhador, portanto será um bom nome ao lado da professora Wilma de Faria para o Senado. Mas, é preciso que o PMDB saia do governo para ajudar a construir um palanque de oposição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário