
Arte de viver
A arte tem essa especial qualidade: permite vivermos uma boa parte de nossas visas naquele universo de imagens reais e nos das aparências onde o sentimento e a emoção ressurgem e se mantêm no ritmo desse jogo visual da realidade transfigurada.
O cinema, mais do que qualquer outra, proporciona esse jogo de espelhos, de dupla face, que nos envolve e encanta nas fronteiras do que é ficção, da pura mágica e da realidade.
Nos a colocamos diante do que acontece na tela e que pode muito bem reproduzir nossas próprias imagens (vida) e os nossos sonhos.
No cinema acontece uma conexão de sentimentos e emoções, onde a solidão da sala nos leva ao humor, às lágrimas, a pensar no destino, à fuga mais compleata e tudo mais que se repassa no intercâmbio da realidade com a fantasia.
A câmera sempre foi uma caixa de supresas manipulada por um mágico.
Filme do René Clement
Lembrei de um filme do cineasta francês René Clement, que foi “Jogos Proibidos”, onde duas crianças, de tanto assistirem a enterros de mortos, durante a guerra, improvisaram um cemitério para pequenos animais imaginando que tudo aquilo seria o ritual da vida.
O gesto foi consequência da inocência das crianças porque não devemos simbolizar a morte, o certo é saber que devemos aproveitar a vida e que a morte não deve ser sempre um receio, mas uma complementação da vida.
*Textos extraídos do livro “Ao lado do Arcanjo” - Prosa Poética, de autoria de Alex, editado pela Intergraf em 2005.
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