Estreantes na maternidade, campeãs Tamyres Domingos e Cisiane Dutra vão viver data especial
Aline Sobreira
Eles apareceram de surpresa e viraram as vidas de Tamyres Domingos e Cisiane Dutra de cabeça para baixo. Ainda assim, apenas alguns meses depois da chegada dos primeiros filhos, as duas pernambucanas já colecionam pelo menos um troféu nacional cada. E neste domingo (12/5), as atletas estaduais, acostumadas a vibrar com títulos, podem comemorar o primeiro Dia das Mães ao lado dos seus maiores prêmios: os pequenos Jenine e Victor Gabriel, respectivamente.
No auge da forma física e técnica, a carreira de Tamyres Domingos estava deslanchando. No entanto, apenas alguns meses após conquistar um bronze inédito no Mundial da China, em 2011, a triatleta teve uma surpresa: descobriu estar grávida, aos 16 anos. “Nunca pensei em parar. Mas, naquele momento, havia alguém que precisava mais de mim”, lembrou a mamãe da geniosa Jenine, de 9 meses. Dois meses após dar a luz, a campeã estava de volta às atividades, com direito a melhor supervisão que uma mãe poderia ter. “Ela sempre está comigo nos treinos e nas competições. Quando viajo, Jenine vai comigo”, contou a jovem esportista, que admite um aperto no coração ao se separar da filha nos treinamentos noturnos. “Deixo ela dormindo com a avó, mas não consigo tirar o pensamento dela: se está com fome ou se acordou e sentiu minha falta”, continuou.
A harmonia entre o compromisso com o esporte e a dedicação à maternidade trouxe bons frutos à Tamyres. Em março, cinco meses após seu retorno aos treinos, a pernambucana faturou o título da primeira etapa do Brasileiro de aquatlo – modalidade que intercala corrida e natação – , disputada em Florianópolis. “Jenine é mais uma motivação. É a razão da minha vida”, afirmou a triatleta, que atribui o sucesso à filha. Motivo de comemoração, assim como o triunfo, foi o nascimento do primeiro dente da pequena. “Nada vai chegar perto do amor que sinto por ela e da força que ela me traz. Só entendemos quando mães”, se derreteu.
Mamãe de primeira viagem, a experiente Cisiane Dutra também levou um susto com o anúncio da vinda de Victor Gabriel. O bebê gorducho, de 8 meses, mudou radicalmente a rotina da atleta. “No começo foi bem difícil. Eu estava acostumada a acordar e dormir na hora que eu quisesse. Hoje, ele é meu despertador”, brincou ela, que também levou o filho para Barueri, em São Paulo, para testemunhar sua volta vitoriosa às competições. A pernambucana levou o ouro na prova dos 20km da Copa Brasil de marcha atlética, em abril, e já se prepara para o Troféu Brasil de Atletismo e para a Copa Pan-Americana, ambos marcados para junho.
A marchadora, de 30 anos, voltou aos treinos apenas dois meses após o nascimento de Victor, contrariando as ordens médicas. “Hoje em dia, ele dorme o tempo todo. Mas, logo quando voltei aos treinamentos, mal podia parar para respirar antes de dar de mamar”, relembrou. Sempre ao lado do filho, Cisiane não perdeu a emoção da primeira vez que Victor conseguiu ficar de pé. “A maternidade me trouxe um amadurecimento pessoal e profissional imenso. Ele é meu maior incentivo”, avaliou a campeã.
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