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terça-feira, 14 de maio de 2013

Partido Conservador » Projeto de Cameron sobre referendo da UE não acalma rebeldes



O Partido Conservador do primeiro-ministro britânico David Cameron vai apresentar nesta terça-feira um projeto de lei que prevê a convocação de um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia em 2017. O sinal verde do premier à apresentação do projeto é uma tentativa de conter a rebelião da ala eurocética de seu partido, mas não deve acalmar os ânimos de parlamentares "eurofóbicos". O líder dos revoltosos, John Baron, garantiu que não vai retirar a emenda à agenda legislativa do premier para este ano, que exige a adoção de uma lei sobre a consulta popular.

"É uma clara demonstração de nosso compromisso para reforçar a convocação do referendo", disse à BBC o ministro das Relações Exteriores, William Hague.

A proposta consistiria em uma pergunta única sobre a permanência ou a saída do bloco europeu. Cameron preferiu deixar a iniciativa nas mãos de seu grupo parlamentar, em vez de apresentar seu próprio projeto de lei, para não ferir a sensibilidade "europeísta" de seus parceiros democratas liberais no governo de coalizão, que apoiam a continuação do país no bloco europeu.

A iniciativa de Cameron, dois dias após vários de seus ministros e funcionários de altos cargos anteciparem que votariam contra a permanência na UE, tenta evitar uma revolta e diminuir o valor simbólico da votação da emenda ao discurso da rainha Elizabeth, que será realizada nesta quarta-feira.

Apesar das tentativas do premier de conter o avanço dos revoltosos, a maré de "eurofobia" só cresce. De acordo com uma pesquisa da consultora ICM encomendada pelo jornal britânico "The Guardian", o partido antieuropeu UKIP se consolida como a terceira força política do Reino Unido, com 18% da preferência total dos votos, contra 34% dos trabalhistas e 28% dos conservadores. O Partido Liberal-Democrata do vice-primeiro-ministro Nick Clegg perde força e está em quarto lugar, com 11%.

Questão divide o Gabinete britânico

Na manhã de domingo, o ministro da Educação, Michael Gove, um homem de extrema confiança de Cameron, manifestou publicamente seu desejo de ver seu país fora da União Europeia. Na parte da tarde, foi a vez do titular da Defesa, Philip Hammond, afirmar que se tivesse um referendo votaria pela saída do Reino Unido.

Nesta segunda, outros dois pesos pesados se somaram ao apoio ao "não" à UE: o ministro do Trabalho e Pensões, Ian Duncan Smith, e o titular do Meio Ambiente, Owen Paterson. A lista inclui ainda o secretário de Estado para o Emprego, Chris Grayling; a secretária para a Irlanda do Norte, Theresa Villiers; a de Desenvolvimento Internacional, Justine Greening, o ministro de Casa Civil, Francis Maude, e seu segundo, Olivier Letwin.

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