Focado no design após a saída conturbada do Ministério da Cultura, Roberto Peixe se entusiasma com a possibilidade de o PT lançar João Paulo ao governo
Publicado em 11/05/2013, às 17h03m
João Roberto Peixe é militante político desde 1968, quando foi presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP). No ano de 1970, foi preso e torturado pela ditadura militar. É um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e foi seu primeiro presidente em Pernambuco. Após quatro anos cumprindo a função de secretário de Articulação Institucional no Ministério da Cultura (Minc), Peixe está de volta ao Estado. Mais precisamente ao sobrado de número 368, numa das principais ruas da cidade alta, em Olinda. Lá é onde vive e cria novas ideias na área do design.
Entretanto, sua dedicação desde a chegada tem sido mesmo a movimentação política no Partido dos Trabalhadores. Quer colaborar com uma eventual candidatura do deputado federal João Paulo ao governo de Pernambuco. “Realmente estou muito animado com esse novo momento que vem se abrindo desde o início da semana passada para o PT”, relata.
Roberto Peixe é um homem de barba grisalha que lhe esconde quase que completamente os dentes pequenos. Tem a voz mansa e os gestos suaves. Quando sorri, suas bochechas ficam ruborizadas. Entre 1986 a 1988, exerceu o cargo de Diretor Geral de Descentralização Político-Administrativa da Prefeitura da Cidade do Recife e, em 1995, foi secretário do Patrimônio Cultural e Turismo de Olinda.
ANIMADO
Durante a entrevista que concedeu ao, na quarta-feira (8), Peixe destacou diversas vezes seu entusiasmo com uma eventual candidatura do deputado petista. “João Paulo é um nome fortíssimo como candidato ao governo com Lula e a presidente Dilma em seu palanque. Ele tem como principal característica ser muito bom de rua. Cresce nas campanhas”, afirma, sem conseguir esconder a animação. O parlamentar federal e Roberto Peixe trabalharam juntos de 2001 a 2008, quando ele foi secretário de Cultura da Cidade do Recife, de onde saiu para, em 2009, assumir o cargo de coordenador Geral de Relações Federativas e a Secretaria de Articulação Institucional, do Ministério da Cultura.
Para o ex-presidente do PT, o momento é de virar a página e a eleição de 2014 exigirá maturidade de todos os correligionários. “Precisamos nos reorganizar e discutir com a sociedade o nome que o PT quer colocar. Precisamos também esquecer o que passou, parar de olhar pelo retrovisor e pensar no futuro, que começa agora”, concluiu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário