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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Cenas musicais do País colocadas em debate nesta quarta

Livro "Cenas Musicais" reúne artigos de oito pesquisadores sobre o assunto


12/02/2014 10:08 - Renato Contente, da Folha de Pernambuco
Divulgação
Jeder Janotti é um dos organizadores da publicação
 O surgimento de cenas musicais não apenas pressupõe a delimitação de territórios culturais, como também atua no processo de construção simbólica de uma cidade. Para exemplificar, é possível dizer que o Recife desta quarta (12) é uma edificação (em constante expansão) que agrega desde o frevo e o udigrúdi ao manguebeat e seus desdobramentos - boa parte desses ainda nebulosa.
Questões sobre a formação e permanência desses movimentos são discutidas no livro “Cenas musicais”, lançado nesta quarta (12), às 19h, no Orbe Coworking (avenida Dantas Barreto, 324, Ed. Pernambuco - 8º andar).
A publicação reúne oito artigos de pesquisadores de todo o País, organizados pelos professores de Comunicação Jeder Janotti (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE) e Simone Pereira de Sá (Universidade Federal Fluminense - UFF). Na ocasião, haverá um debate com Jeder, Thiago Soares (UFPE), Caio Lima (banda A Rua) e Carlos Gomes (site “Outros Críticos”).
O livro traz a tradução inédita de um artigo do canadense Will Straw, pioneiro no estudo das cenas musicais, nos anos 1990. Ainda há estudos com recortes mais específicos. No artigo de Jeder Janotti, por exemplo, o autor traça um paralelo entre bandas femininas de heavy metal, enquanto Thiago Soares investiga os efeitos da apropriação do brega pela classe média recifense.
Para Jeder, uma cena geralmente ganha corpo a partir do processo de diferenciação com outros grupos. “Essas singularidades se manifestam em termos econômicos, estéticos e de identidade. Uma cena disputa espaços e se constitui como um modo de habitar a cidade, mas em geral também é excludente”, defendeu.

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